Qualidade do ar interior

A qualidade do ar interior de um qualquer espaço fechado está intimamente relacionada com a grande diversidade de materiais de construção e acabamentos utilizados, bem como com as baixas taxas de ventilação. Com efeito vários produtos químicos e materiais tóxicos (fibras de amianto, vapores de formaldeídos, compostos orgânicos voláteis, etc.) são utilizados em materiais de construção, acabamentos (alcatifas, tintas, vedantes, conservantes, colas, plásticos, etc.) e bens de consumo (tecidos, mobiliário, aglomerados de partículas de madeira, produtos de limpeza, etc.), libertando substâncias poluentes para o ar, ou retendo poeiras e impurezas, podendo algumas delas contribuir para o agravamento da saúde dos utentes. Dado que os indivíduos permanecem 80 a 90 % das suas vidas no interior de edifícios, são vulneráveis a alergias e asmas, doenças infeciosas, cancros e outras. São de referir também outros efeitos crónicos de baixo nível, difusos em certos edifícios designados por “Síndroma de Edifício Doente” (SBS – Sick Building Syndrome), particularmente em edifícios ventilados mecanicamente.

Os objetivos deste projeto são, por um lado a identificação dos agentes poluentes do ar no interior dos edifícios, associados aos materiais construtivos e de revestimento, nocivos para a saúde e, por outro lado a aplicação de uma metodologia genérica, combinando técnicas de análise multivariada de dados, com substrato geométrico, capaz de gerar índices quantitativos que “medem” a variabilidade espacial da qualidade do ar. Para atingir estes objetivos propõe-se a realização do projeto em três fases:

Fase 1. Identificação e caracterização dos parâmetros (variáveis) suscetíveis de provocar danos na saúde dos utentes;

Fase 2. Execução de medições dos parâmetros identificados anteriormente em três tipos de edifícios (habitação, escritório, ensino);

Fase 3. Adaptação do modelo às especificidades dos casos de estudo, calibração do modelo, produção e validação de resultados.

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